Por decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), o juiz federal da 13ª Vara Criminal de Curitiba (PR), Sérgio Moro, foi mantido no processo movido contra o empresário Marcelo Simões, investigado na Operação Lava Jato.

O julgamento aconteceu nesta quarta-feira (11), durante sessão da Oitava Turma da Corte, na sede do Tribunal, em Porto Alegre.

A defesa pedia a suspeição do juiz, ou seja, argumentava que ele não poderia julgar o processo de seu cliente.

O G1 tenta contato com o advogado do empresário.

O processo foi originado em uma denúncia do Ministério Público Federal, aceita pela Justiça Federal em dezembro de 2016.

São citados, além de Simões, o ex-deputado federal André Vargas, que está preso, o irmão dele, León Vargas e a contadora Meire Pozza.

 

Notas fictícias

De acordo com o MPF, a empresa de Simões – especializada em sistemas de informática – foi contratada pela Caixa Econômica Federal (CEF), com contrato no valor de R$ 71 milhões, por meio de notas fiscais fictícias elaboradas por empresas ligadas a Meire para lavagem de dinheiro.

O provável, dizem os procuradores, é que o contrato com a CEF tenha sido feito por meio de fraude em licitação.

A denúncia cita a ausência de justificativas e especificações necessárias à licitação nos documentos usados para a contratação dos serviços.

O crime foi praticado mediante corrupção de agentes da Caixa (ainda não identificados) e de André Vargas, ainda segundo o MPF, “com o fim de ocultar e dissimular a natureza, origem, movimentação e propriedade dos valores provenientes dos crimes de corrupção”.

Fonte: G1

 

Foto: Reprodução/Poder Judiciário