O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), se manifestou contrário à criação do fundo eleitoral de R$ 3,6 bilhões proposto pelo relator da reforma política, Vicente Cândido (PT-SP).

Maia esteve em evento na Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (11), e disse também que o possível aumento do déficit fiscal o deixa “desconfortável”.

O deputado criticou partes do relatório de comissão especial que analisa a reforma política, mas elogiou a proposta de adoção do sistema distrital misto.

Ele voltou a citar a reforma da Previdência dizendo que, se ela não for aprovada, causará uma “péssima sinalização” ao mercado.

Além disso, fez críticas ao fundo eleitoral de R$ 3,6 bilhões, caso seja aprovado permanentemente.

O presidente da Câmara afirmou que a crise vivida por Michel Temer, com a denúncia da Procuradoria Geral da República, e o erro do governo na expectativa de arrecadação dificultaram o cumprimento da meta fiscal.

O plano inicial era de um déficit de R$ 139 bilhões, mas o valor deve ser revisado para R$ 159 bilhões, segundo o colunista Lauro Jardim, do “O Globo”.

“Por um lado, não se quer aumentar imposto. Por outro, há uma dificuldade na aprovação da reforma da Previdência. Em algum momento, o Congresso vai ter que tomar a decisão. Por um caminho ou por outro. É o que eu digo: aumentar a meta com aprovação da Reforma da Previdência é irrelevante a meta. Aprovar a meta sem a Reforma da Previdência é uma sinalização péssima para os investidores no Brasil”, disse Maia.

Fonte: Agência Brasil e G1

 

Foto: Câmara dos Deputados