A maior e mais sangrenta rebelião do Estado, que deixou um saldo de pelo menos 60 mortos, fez com que o governador José Melo (Pros) voltasse às cordas na arena política, outra vez.

A crise no sistema prisional interrompe a agenda positiva que ele vinha construindo desde o fim de novembro, quando teve certeza que o processo de cessação que pesa contra ele no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não seria julgado em 2016.

Além de obrigá-lo a sair da posição de ataque, posição que vinha adotando em dezembro, José Melo terá, novamente, de se preparar para receber golpes de seus adversários.

A tragédia nas cadeiras suscita a memória das eleições de 2014, quando seus adversários o acusaram de negociar votos com o crime organizado.

Aliás, nesta segunda-feira, dia 2, o assunto foi massificado e viralizado pelos aliados senador Eduardo Braga (PMDB).

Desde que assumiu o governo, em 2014, José Melo tem tido pouca experiência com agendas positivas. Primeiro foram as ofensivas de campanha; em 2015, foi a crise, que o obrigou a tomar as primeiras medidas impopulares de sua gestão; em 2016, novos arrochos, a Operação Maus Caminhos e o processo no TSE.

Agora, vem dos presídios a nova dor de cabeça do governador, justamente num momento em que ele estava em franca recuperação de sua popularidade.

 

Foto: BNC