Visivelmente emocionado, Amazonino Mendes (PDT) recordou da devoção de sua mãe a São Francisco e da coincidência de tomar posse no dia do santo, que também é o padroeiro de sua cidade natal, o município amazonense de Eirunepé.

O discurso de improviso, interrompido a todo instante por gritos histéricos e aplausos da galeria lotada da Assembleia Legislativa (ALE-AM), foi recheado de momentos emotivos de Amazonino, como quando diz que perdeu 30 anos do convívio com seus filhos e com a família para se dedicar à causa pública.

Amazonino fez um discurso em que exercitou sua conhecida qualidade de orador, recheando com sabedoria filosófica para reconhecer que sua escolha pelo povo significou uma homenagem e um reconhecimento por sua dedicação.

“É um sacrifício amado, querido, que coloca em nossas almas todas as vozes”, afirmou.

Despido de qualquer sentimento de vingança, Amazonino pregou a harmonia entre os poderes.

E reconheceu sua condição de político praticamente aposentado, “de um homem que já começa a descer a escada” que é convocado pelo povo para trazer a esperança de volta.

Por isso, reconhece como legítimo o protesto do eleitor contra a classe política, duramente rejeitada em todo o país neste momento, refletido no alto índice de abstenção e votos nulos e brancos neste pleito tampão. Disse que é preciso ouvir e respeitar esse recado das urnas.

 

Foto: BNC