Da redação

 

Técnicos que acompanham a gestão fiscal do Estado alertam que a próxima grande dor de cabeça do governo será com o crescimento das despesas com o pagamento de pessoal inativos e pensionistas.

No ano passado, a despesa do Amazonas com as duas classes chegou a 25%de tudo o que o Estado desembolsou para pagamento de pessoal.

Em números, o governo pagou em 2017 R$ 1,554 bilhão para para a previdência, numa folha em que o gasto bruto com pessoal já atinge R$ 6,314 bilhões, que, por sua vez, representam 81% de gastos da receita tributária.

Isso porque a arrecadação de impostos no período foi de R$ 7,800 bilhões.

Nesse caso, o Amazonas está a passos largos caminhando para o déficit.

Nem o crescimento da arrecadação está conseguindo conter essa trajetória, porque a receita está sendo engolida pela folha, que inclusive teve crescimento nos dois piores anos da crise econômica, 2015 e 2016.

Em 2015, por exemplo, esse gasto que era de R$ 5,785 bilhões, saltou para R$ 5,972 bilhões em 2016 e fechou 2017 consumindo R$ 6,314 bilhões.

Ou seja, em três anos, a despesa do estado com pagamento de pessoal saltou mais de meio bilhão de reais, R$ 528,393 milhões, representando 12% de salto no período.

Nesses mesmos três anos, já é possível notar o desequilíbrio, porque, enquanto o crescimento da despesa total com a folha foi de 12%, o gasto com inativos e pensionistas chegou à casa dos 18%.

Os dados são públicos. Estão disponíveis no site do Tesouro Nacional, para onde os governos e o DF são obrigados a enviar seus balanços fiscais.

É com base nisso que os técnicos dizem que o Amazonas, precisa, logo, providenciar uma reforma em sua previdência e, ao mesmo tempo, cortar gastos com pessoal.

 

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Arte: Alex Fidelis