O presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon), Nelson Azevedo (foto), está articulando um movimento junto à direção de outras instituições de classe, como os conselhos de administração e contabilidade e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para reunir com o secretário de Fazenda, Alfredo Paes, ou com o próprio governador Amazonino Mendes (PDT), a fim de evitar a possível extinção da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento (Seplan-CTI).

“Queremos oferecer propostas e ideias para evitar essa extinção. Colocar o planejamento junto à Secretaria de Fazenda [Sefaz] é fundir duas atividades distintas. E o Amazonas, como todos os estados brasileiros, precisa de planejamento para crescer ordenadamente”, afirmou Azevedo.

A extinção da Seplan-CTI, ou fusão, caso ocorra, será “um ato impensado” pelo atual governo, avalia um dos diretores do Centro da Indústria do Amazonas (Cieam), Alfredo Lopes.

“Não dá para arrumar a casa sem planejar. O Amazonas sofre hoje graves consequências de ações executadas sem planejamento e não se pode manter isso para o futuro. Nossa torcida é que a extinção não aconteça sob pena de o estado pagar caro por isso”, disse Lopes.

O ex-titular da Seplan-CTI, José Jorge Júnior, foi exonerado do cargo e não há substituto para ele. Na secretaria o clima é de completa incerteza quanto ao destino do órgão.

A Secretaria de Planejamento foi recriada no primeiro governo de Eduardo Braga (2003-2006), após ter sido extinta pelo governo anterior de Amazonino.

 

Foto: BNC