Da Redação

 

O governador Amazonino Mendes (PDT) e o senador Omar Aziz (PSD) cobraram o ministro da Fazenda sobre recentes e antigos ataques ao modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) antes do início da palestra do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), no auditório da Federação das Indústrias do Amazonas (Fieam).

A fala do ministro, no entanto, silenciou sobre o modelo e frustrou o auditório lotado de autoridades e lideranças empresariais, que tinham expectativa sobre essa sabatina, considerando que é a primeira vez, em 40 anos, que um ministro da Fazenda vem a Manaus.

O senador Omar Aziz cobrou respostas sobre o decreto do Ministério da Fazenda que prejudicou o pólo de concentrados do Estado.

Amazonino fez uma abordagem sobre o histórico da ZFM, cobrou mudanças no contingenciamento, criticou projetos de criação de novas zonas francas e fez apelo a Meirelles:

“Estamos diante de um País que aprova outras zonas francas. Isso nos choca e nos desmerece diante do país (…) Levam as taxas da Suframa e aqui um estado tão carente… Senão para o Amazonas, mas investir esses recursos na Amazônia Ocidental”, afirmou.

O silêncio de Meirelles frustrou o auditório, que só teve direito a três perguntas.

Os dois políticos amazonenses, que tiveram direito à voz antes de Meirelles, elogiaram a condução dele na economia e nas reformas.

Amazonino disse que Meirelles está salvando o País.

“O senhor está salvando o Brasil. Me dá alento e me faz acreditar que o País tem jeito”, disse Amazonino.

Na coletiva à imprensa, Meirelles foi questionado sobre o decreto que prejudicou o pólo de concentrados e se o Ministério da Fazenda iria revê-los.

Em resposta, afirmou que trouxe um técnico para tratar do assunto e que iria analisar a questão com rigor. De maneira genérica, falou que o modelo zona franca é importante para a preservação da floresta.

“Estamos fazendo estudos sobre os concentrados. O secretário da receita Jorge Rachid veio para cuidar desse e de outros assuntos. Vamos avaliar com rigor”, afirmou.

 

Foto: BNC