A defesa do ex-governador José Melo (Pros) e da ex-primeira-dama Edilene Oliveira pontuou ao BNC o que considera “informações parciais”e “suposições sem qualquer base fática” que fundamentaram a ordem de prisão do casal.

O texto começa contestando o argumento da juíza federal Jaiza Fraxe sobre a destruição de provas supostamente praticada por Edilene em empresa de “guarda-volumes”. A magistrada é que determinou a prisão preventiva do casal.

“A senhora Edilene Melo esteve no local para fazer novas chaves para ter acesso à cera de depilação, material necessário ao funcionamento de sua empresa”, diz trecho da mensagem da defesa.

O segundo erro apontado é quanto ao argumento da decisão judicial de que o casal teria tentado intimidar uma testemunha que foi ao Ministério Público Federal (MPF) depor.

Para a defesa, esse fato não passa de “medos e ilações” da suposta testemunha sobre uma picape S10 branca que a teria seguido até o MPF.

“Ora, a avenida onde está localizado o prédio do MPF é de grande movimentação e por certo mantém câmeras do sistema de monitoramento público. Além disso, o prédio em questão também é dotado de sistema de câmeras, então causa espécie que o suposto veículo não tenha sido investigado pela polícia”, diz a defesa do ex-governador.

Para os advogados de Melo, a declaração é fantasiosa e “jamais poderia ser utilizada para motivar uma prisão preventiva”.

O terceiro ponto discutido pelos advogados do casal é a suposta ameaça à ordem pública que Melo e Edilene representariam em liberdade, conforme movimentação popular nas redes sociais.

“Ora, não se tem notícia de nenhuma manifestação no mundo real que leve ao menos a supor que a ordem pública esteja em risco. O mundo virtual é campo fértil para fraudes e introdução de falsas ideias”, diz o texto enviado ao BNC.

Ao fim, a defesa do ex-governador conclui:

“Sendo assim a liberdade dos investigados José e Edilene Melo não constitui nenhuma forma de risco para a investigação ou perturbação da ordem pública”.

 

Foto: BNC