A esperada ida do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, a Manaus, como apoio do governo federal para encontrar um caminho para resolver a crise que se instalou no sistema prisional e de segurança pública do Amazonas, resultou em frustração.

Afinal, ele nada acrescentou em termos de novidades que pudesse dar um alento ao cidadão e ao governador José Melo (Pros). O melhor que acreditou estar dizendo foi a liberação de R$ 32 milhões para construção de presídio. Não era novidade, porque já tinha sido anunciado antes do final do ano pelo próprio governador, dentro da divisão de recursos do fundo penitenciário.

O restante de sua fala foi mais do mesmo: instalação de bloqueador de celular em presídio (medida que não funciona em cadeia nenhuma), melhoria da revista, reforço policial da Força Nacional, integração de órgãos de inteligência, transferência de presos.

Moraes mostrou não saber que os que eram tidos até aqui como os bandidos mais perigosos do estado já estão em presídios de segurança máxima. Só que a chacina provou que continuam comandando o crime a partir de lá.

Repetiu tanto a liberação de dinheiro para construir presídio que pareceu acreditar mesmo que isso é suficiente para resolver a crise prisional.

 

Foto: BNC