Sem citar nome, o governador Amazonino Mendes (PDT) disse que a auditoria que está sendo feita nas contas do governo irá mostrar “a molecagem” que seu antecessor fez enquanto esteve interinamente no cargo. “Se preparem, porque a auditoria vem”.

Foi em entrevista à imprensa que concedeu nesta terça-feira, dia 14, após solenidade de entrega de 51 viaturas realizada no conjunto Viver Melhor, na Zona Norte da capital, onde bateu a mão no púlpito dizendo que, em seu governo, não iria tolerar pressão nem politicalha.

“O cara que pensar que vai fazer pressão pra cima de mim pode ir pra casa dormir. Porque, tem graça eu receber pressão? Eu não recebo pressão de ninguém, eu tenho o maior mandato dado por quem? Pelo povo. Eu só obedeço ao povo. E acabou! Não adianta pensar que tá num cargo aí que pode sabotar. Eu enfrento. Não é a primeira vez. Eu tenho experiência”, disse Amazonino.

Em seguida, o governador, em mensagem cifrada, falou quem são essas pessoas, que, para ele, são marinheiro de primeira viagem, que caíram de paraquedas.

“Esses marinheiros de primeira viagem, que caíram de paraquedas no processo político estão brincando e eles, ou ele, se prepare, porque auditoria vem. A auditoria vem para mostrar a molecagem que fizeram”.

Amazonino disse também que não lhe cabe denunciar maus feitos, desídias, descompromissos e irresponsabilidade, mas encaminhar o caso ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público.

“E não adianta espernear. Tudo isso vai ser feito. Está sendo feito. Só não alardeio porque eu quero tudo concreto, tudo comprovado, tudo correto, porque não estou aqui para perseguir ninguém. Deus me livre”.

Choque

A relação entre Amazonino e David Almeida desandou desde a eleição passada, quando o deputado se recusou a ser vice da chapa do governador e piorou com as articulações que foram feitas por David para impedir a posse de Amazonino Mendes ao cargo de governador.

Outro episódio foi o da posse. David se arrumou para deixar a chefia do Executivo no dia 10 de outubro, mas, por meio judicial, o governador o tirou do cargo no dia 4 de outubro.

 

Foto: BNC