O julgamento no Tribunal do Júri do ex-procurador-geral de Justiça do Amazonas Vicente Cruz, que deveria ocorrer na manhã desta sexta-feira, dia 6, em Manaus, foi adiado.

A presença apenas do réu e a ausência de seus advogados Félix Valois e Caterine Estrela empurrou a sessão para o dia 6 de novembro.

Visivelmente abatido, Vicente disse não saber a razão da falta de seus defensores.

O Ministério Público acredita em possível manobra da defesa, que ontem teve um habeas corpus negado pelo desembargador plantonista Ari Moutinho do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM).

Vicente é acusado da trama que pretendia assassinar o atual ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Mauro Campbell, em 2006.

Há época, Campbell era procurador de Justiça e concorria a procurador-geral do Ministério Público como favorito, pelo menos na cabeça de Vicente, que ocupava o cargo e não queria que o adversário chegasse ao poder.

O governador da época, Eduardo Braga (PMDB), acabou nomeando o segundo mais votado da lista tríplice, o procurador Mauro Campbell. O primeiro mais votado, na ocasião, foi o procurador Francisco Cruz.

 

Foto: BNC