Todo poderoso até o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), era na qual conseguiu estender seus tentáculos a vários órgãos da administração federal, da Funasa à Suframa, por exemplo, o senador Eduardo Braga (PMDB) perde agora posição no lugar onde montou sua principal trincheira para as últimas eleições.

A diretoria de Operação, Planejamento e Expansão da Eletrobrás Amazonas Energia não está mais sob seu controle. Paulo Eduardo Gama Maciel, que o parlamentar colocou no cargo quando era ministro de Minas e Energia, não responde mais pelo setor.

Ele foi substituído pelo servidor da casa Marcelo Fadul de Souza, que chega ao cargo por indicação interna e o apadrinhamento de parlamentares adversários de Braga.

Na conta do ano, o senador peemedebista segue acumulando perdas, além da derrota ao governo para Amazonino Mendes (PDT). Retrospectando: ficou sem o controle da Suframa com a demissão da aliada Rebecca Garcia (PP); dois deputados estaduais, Vicente Lopes e Wanderley Dallas, embora ainda no partido, se tornaram aliados de Amazonino em plena campanha; o vice-prefeito de Manaus, Marcos Rotta, trocou o seu PMDB pelo PSDB de Arthur Neto.

Perdeu também prefeitos do interior e está na iminência de ver dois vereadores peemedebistas de Manaus pular do barco do PMDB.

Acrescente-se ainda a derrota no “terceiro turno” da eleição de 2014, na Justiça Eleitoral, para tentar impedir o pleito tampão. Pelo menos até esta data.

Isso tudo às vésperas de um novo pleito majoritário, o que vai colocar à prova a capacidade de reengenharia de Braga e do PMDB.

 

Foto: BNC