A Cooperativa Mista Agroextrativista do Rio Unini (Coomaru) e a Associação dos Agropecuários de Beruri (Assoab) assinaram contrato de financiamento com a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam).

O recurso, no valor de R$ 500 mil para cada entidade, garante as atividades neste ano e beneficia centenas de famílias nos municípios de Barcelos e Beruri, como parte do projeto da Afeam de revitalização da cadeia da castanha no estado.

O projeto foi lançado no final do mês de agosto do ano passado, após debates com cooperativas e parceiros, como o Sebrae e órgãos da Secretaria de Produção Rural (Sepror), garantindo a compra da produção de castanha das cooperativas  para exportações.

Outras cooperativas devem assinar contrato com a Afeam nos próximos dias e ter o recurso liberado, para que o período da safra da amêndoa amazônica seja aproveitado ao máximo.

“De imediato, assinamos contrato com 60 famílias coletoras de castanha, mas esse projeto, financiado pela Afeam, tem potencial para atender muito mais famílias em nossa região”, disse o presidente da Coomaru, João Evangelista.

A presidente da Assoab, Sandra Neves, disse que 12 comunidades fornecerão castanha para a associação, com 200 famílias abrangidas.

“Esse é um projeto que fecha toda a cadeia, das famílias coletoras à exportação do produto, gerando emprego, renda e impostos no nosso estado”, disse o presidente da Afeam, Alex Del Giglio.

Ele disse que boa parte da produção é comprada por empresas do Peru e Bolívia, que processam e exportam a castanha.

Del Giglio disse que o projeto do Governo do Amazonas prevê a exportação de 300 toneladas da castanha, mas no terceiro ano a meta é chegar a mil toneladas, tendo os Estados Unidos como o destino principal.

 

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Foto: Divulgação/Secom